Não aos cortes da Educação!

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Nem mesmo com o pé na cova o governo Bolsonaro dá uma trégua nos ataques. Nesse último mês, um novo bloqueio de gastos no Orçamento da União de 2022 afetou várias áreas e interrompeu serviços. Educação e Saúde foram os principais alvos. Agora, bolsistas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e residentes de medicina podem ficar sem dinheiro. Não podemos aceitar!

Os cortes anunciados no fim de novembro, que somam R$ 5,7 bilhões, deixaram os últimos dias do governo do presidente Jair Bolsonaro com a administração paralisada.

O governo federal zerou a verba para despesas não obrigatórias das universidades federais e institutos federais. Com isso, a Capes, órgão vinculado ao Ministério da Educação, informou que não terá dinheiro para pagar as mais de 200 mil bolsas destinadas a alunos de mestrado e doutorado. Também ficarão sem salário 14 mil residentes de medicina.

O governo diz que não tem dinheiro para a Educação, mas teria dinheiro para comprar veículos blindados italianos para o Exército brasileiro no valor de R$ 5 bilhões. A compra só não aconteceu porque foi suspensa provisoriamente pelo desembargador Wilson Alves de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O valor é quase três vezes maior do que o confisco da Educação.

Na ação, o magistrado entendeu que não existe necessidade da compra de equipamentos bélicos neste momento, uma vez que cortes bilionários foram feitos no último período atingindo setores como Educação e Saúde, entre outras áreas sociais.

Paralisação #pagueminhabolsa

Diante dessa grave situação, a Associação Nacional de Pós-Graduandos/as (ANPG) convocou uma paralisação de todas os/as cientistas e bolsistas a partir desta quinta-feira, dia 8 de dezembro, por tempo indeterminado. Em São Paulo, um ato público vai acontecer às 17h, na Avenida Paulista.

“A situação atual é consequência direta da escandalosa devassa nas contas públicas que Jair Bolsonaro realizou para garantir recursos para o orçamento secreto e sua reeleição, associado aos efeitos de sua política econômica. Em virtude disso, há bloqueio financeiro que não permitem que a Capes, universidades e outros órgãos cumpram com suas obrigações financeiras, como pagamento de água, luz, terceirizados e as bolsas de assistência estudantil e de estudos, no Brasil e exterior, como mestrado, doutorado e residências”, afirmou a entidade nacional em nota.

Para o Sindsef-SP e a Assipen, o corte das bolsas dos estudantes é mais uma, entre tantas outras, demonstração de que o bolsonarismo é oposto à educação, ciência e tecnologia. Os cortes no governo Bolsonaro revelam o quanto é desumano, cruel e negacionista. O sindicato e a associação repudiam tais medidas e se soma às mobilizações pela manutenção do pagamento das bolsas.

Que Bolsonaro se recolha à sua insignificância e vá chorar o fim de seu mandato desastroso para o país!

Todo apoio aos bolsistas da Capes e residentes médicos!

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