Não passarão! Chega de trotes machistas, racistas e homofóbicos na UFMG

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Estudantes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) foram submetidos a um trote que chocou com seu racismo, machismo e fascismo escancarado.
Em fotos postadas no Facebook, uma caloura aparece acorrentada, pintada com tinta preta e com uma plaquinha pendurada no pescoço com os dizeres “Caloura Chica da Silva”, evidenciando uma ridicularização das mulheres negras e fazendo menção a escravidão. Outros calouros foram amarrados em uma pilastra e um deles tinha um pintura no rosto semelhante ao do ditador alemão Adolf Hitler.

A Anel (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) divulgou nota repudiando o ocorrido.

Leia abaixo a nota feita pela Comissão Executiva Estadual – Minas Gerais, da Anel: 

Não passarão! Chega de trotes machistas, racistas e homofóbicos na UFMG

Não é de hoje que os trotes nas universidades além de oprimirem os calouros, mostram um caráter racista, machista e homofóbico. Na Faculdade de Direito, esses trotes são recorrentes. Todos os semestres a Charanga do Direito faz músicas machistas e homofóbicas e esse semestre o racismo foi a marca registrada do último trote.

Na última sexta-feira (15/03), um trote racista e machista voltou a acontecer. Entre vários acontecimentos durante o trote, aonde meninas tiveram que beber bebida alcoólica em um funil com formato de pênis, duas fotos postadas no facebook chocaram com seu racismo escancarado. Em uma delas aparece uma caloura acorrentada, pintada com tinta preta e uma plaquinha pendurada no pescoço com os dizeres “Caloura Chica da Silva”, evidenciando uma ridicularização das mulheres negras e fazendo menção a escravidão. Em outra foto aparecem três garotos fazendo gestos que remetem ao facismo, e um deles, com o bigode do Hitler, sorria para a foto enquanto um calouro estava amarrado a uma pilastra.

Acreditamos que o movimento estudantil não pode se calar diante de fatos como esse na Universidade. A juventude negra não se encontra na universidade, aliás muito distante do acesso a educação pública e de qualidade, a juventude negra está sendo assassinada todos os dias nas periferias da cidade. É dever do movimento estudantil  lutar por uma sociedade justa, em que  não haja diferença entre raças ou gêneros. Para isso, é necessário combater essas práticas na universidade, que nada acrescentam, apenas oprimem e inferiorizam pessoas por sua raça, gênero ou orientação sexual. 

Por isso, a ANEL faz um chamado a todas as organizações do movimento estudantil da UFMG, aos coletivos, entidades e todos os estudantes que, de uma forma ou de outra, se sentiram violentados com o ocorrido, para uma reunião na próxima terça-feira (19/03) às 12h junto com o CAAP na faculdade de direito. E outra às 17 horas na arena da FAFICH. 

Sejamos coerentes na luta por uma universidade e sociedade melhor, combatamos toda e qualquer forma de opressão!

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