O que mudou depois da “faxina” de Dilma?

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O primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff ficou marcado por diversas denuncias de suspeitas de corrupção. O que levou ao afastamento de 7 ministros. Com a intenção de fazer do limão uma limonada, estas demissões ficaram conhecidas como uma faxina promovida por Dilma.

Mas a “faxina” era só uma forma de minimizar os efeitos dos sucessivos escândalos. Um levantamento feito pelo Jornal Correio Braziliense mostra que, das 43 cadeiras que compõem o segundo escalão dos sete ministérios que tiveram seus titulares demitidos sob suspeita de corrupção, 22 continuam ocupadas pelos mesmos titulares; oito agora estão em novas mãos, mas de pessoas indicadas por partidos da base aliada; e outras seis foram preenchidas por quadros do próprio ministério que estavam em outras funções. Na prática, apenas cinco cargos passaram a ser ocupados por técnicos — profissionais sem vínculo partidário.

A situação do Ministério do Trabalho resume bem a realidade do que se apelidou de faxina: nada mudou, quase três meses após a saída de Carlos Lupi. Tanto a chefia de gabinete quanto as cinco secretarias permanecem sob o comando de pessoas de confiança do ex-ministro. À exceção do secretário de Economia Solidária, Paul Israel Singer, quadro do PT, todos foram nomeados pelo próprio Lupi. Do grupo, a única sem vínculo partidário é a secretária de Inspeção do Trabalho, a funcionária de carreira fiscal Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque, que continua no cargo. O ministério informa que nenhuma mudança foi feita porque o atual ministro, Paulo Roberto Pinto, está interinamente à frente da pasta.

Fonte: Correio Braziliense

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