19 de agosto é o Dia Nacional do Orgulho Lésbico!

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O Dia Nacional do Orgulho Lésbico foi criado em memória à primeira grande manifestação de mulheres lésbicas no Brasil. Ocorrida em 1983, em São Paulo, é conhecida como o “pequeno Stonewall brasileiro”. Naquela noite, ativistas do Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) ocuparam o Ferro’s Bar para protestar contra os abusos e preconceitos que vivenciavam no local.

No bar, ocorriam encontros entre grupos oprimidos e contrários à ditadura militar que ocorria naquele período. Ativistas LGBT+s e artistas podiam fazer suas performances e vender seu trabalho. Contudo, os donos do Ferro’s resolveram chamar a polícia para acabar com os encontros. O argumento: eram contra a venda do boletim “ChanacomChana”, primeira publicação ativista lésbica do Brasil, e expulsaram as autoras do local.

Na noite da manifestação, integrantes do Galf conseguiram entrar no bar e obter a promessa dos donos de que não seriam mais impedidas de distribuir a revista ali.

As trabalhadoras lésbicas e bissexuais fizeram parte da formação do movimento operário, feminista e negro brasileiros, se fortalecendo. Estavam na construção da primeira organização LGBT brasileira (o grupo Somos), cumpriram importante papel na luta pelo fim da ditadura e pelas liberdades individuais e, nos últimos anos, contra figuras intolerantes como Feliciano, Cunha e Bolsonaro.

O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é um dia de publicizar as lutas e a história do movimento, contra a vulnerabilidade, a violência e a feitichização que as mulheres lésbicas estão submetidas.

Resgatar o episódio da ocupação do Ferro’s Bar, assim como a Revolta de Stonewall e tantas outras lutas travadas, é fundamental para fortalecer as mulheres. Além disso, serve para lembrar que, apesar dos esforços heroicos do movimento no passado, ainda falta muito para a conquista da liberdade, da igualdade e dos direitos necessários.

A luta atual das mulheres lésbicas e bissexuais

O capitalismo continua se utilizando do machismo, da LGBTQIA+fobia e do racismo para impor sobre a vida das mulheres lésbicas (principalmente as mais jovens, as trabalhadoras e as negras) uma situação de extrema vulnerabilidade.

As opressões são instrumentos para dividir a classe trabalhadora e enfraquecer as lutas. Diante do aprofundamento da crise econômica, somado à pandemia desde 2020, a violência e a tentativa de retirada de direitos dos setores mais oprimidos se intensificaram.

Se metade da população economicamente ativa brasileira está desempregada, a população LGBTQIA+, e em especial, e as mulheres lésbicas e trans, fazem parte dessa estatística, pois são excluídas do mercado de trabalho formal. Quando conseguem empregos, são os trabalhos precarizados, como no telemarketing ou nos setores terceirizados.

Fora Bolsonaro, Mourão e Guedes!

Para agravar a situação, Bolsonaro e Guedes aprofundaram ainda mais os direitos trabalhistas, que já eram restritos, e os cortes em áreas sociais, inclusive na educação e da saúde. Tal política afeta diretamente as LGBTQIA+.

Essa realidade não é exclusiva do Brasil. Independentemente do grau de autoritarismo e conservadorismo, em todo o mundo há governos sustentados pelo mercado financeiro, pelos banqueiros, patrões e, também, latifundiários que retiram direitos e são coniventes com as agressões, os chamados “estupros corretivos” e feminicídios.

A luta contra a opressão precisa ser combinada com o combate à exploração. Por isso, além de defender políticas e programas de combate às opressões, a exemplo da lesbofobia, o Sindsef-SP denuncia constantemente os ataques promovidos por Bolsonaro e Paulo Guedes, com destaque àqueles desferidos aos serviços públicos, que os setores oprimidos mais precisam.

A comunidade lésbica segue lutando e mostrando que têm orgulho! Enfrentando o machismo e o patriarcado que insiste em submetê-la à invisibilidade, à opressão e à exploração. O Sindsef-SP se soma à essa luta!

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