Participação da base e fortalecimento da unidade marcam o 18º Congresso do Sindsef-SP

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O 18º Congresso do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado de São Paulo começou no final da tarde da quinta-feira, 14/11, e foi encerrado na noite do feriado comemorativo à Proclamação da República. Desde o início, esta atividade deu sinais de que teria bons resultados, e teve, com a participação expressiva dos delegados eleitos nos locais de trabalho.

A mesa de abertura contou com saudações de representantes do Sindsef-SP, da CSP-Conlutas, do Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais, Condsef, Sinsprev, Sintrajud e Sindicato dos Metroviários.

Em nome da diretoria do Sindsef-SP, Ismael da Silva, abriu o evento afirmando que 2013 foi diferente dos anteriores pela intensidade do processo de lutas, porque os jovens estudantes e trabalhadores foram às ruas em massa para reivindicar o direito a educação, saúde, moradia e transporte de qualidade, isto é, por  investimento nos serviços públicos. Ao mesmo tempo, chamou atenção para a importância de fortalecer a unidade para o próximo período: “O nosso congresso antecede o congresso da Condsef e nós temos a missão de construir o nosso plano de lutas para os próximos 3 anos, além de eleger a diretoria colegiada da confederação. É necessário reafirmar o compromisso de unidade na construção e uma entidade sindical unicamente comprometida com os direitos dos trabalhadores”.

Seguindo a fala de Ismael, a respeito da jornada de junho, Atnágonas Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, comentou sobre a prisão de manifestantes: “Temos 2 estudantes da USP presos, porque fizeram uma ocupação exigindo democracia na universidade. Das manifestações de junho pra cá, há jovens presos políticos em penitenciárias no Rio de Janeiro”. Para o companheiro, precisamos seguir com as mudanças que se iniciaram de junho até agora. “O período não se fechou e cabe a nós cumprir a tarefa história de seguir fomentando o combate e a unidade da classe trabalhadora nesse país para podermos sonhar com um mundo melhor”, finalizou.

Rogério, da Condsef, reconheceu o papel que o Sindsef-SP tem cumprido para colocar a confederação no rumo da defesa da categoria e de toda a classe trabalhadora e denunciou o governo. “As pautas que estão no Congresso Nacional não são dos trabalhadores, mas sim dos empresários. São pautas que nós tentamos constantemente barrar, como o PL das terceirizações, a lei de greve e outros elementos que já foram colocados, como a reforma da previdência”, disse.

Após as saudações, os participantes assistiram a uma homenagem à Suely Fonseca, diretora que se destacou na luta contra o assédio moral, entre tantas outras contribuições que deu ao sindicato, e faleceu devido a um câncer.

Debates sobre conjuntura e combate às opressões

Em seguida, houve o debate sobre a conjuntura política nacional e internacional, a partir da análise feita pela diretoria do Sindsef-SP. Foram realizadas diversas intervenções dos delegados nesse ponto. A maioria, não poupou críticas ao governo Dilma e sua política econômica, especialmente, o pagamento da dívida em detrimento ao investimento nos serviços públicos, o crescente processo de privatizações, de terceirizações e o assédio moral.

Os delegados aproveitaram o momento para fazer um paralelo com a situação dos órgãos federais. Débora, servidora do Incra, apontou que as falas de colegas do MTE, da Funai, do Ibama, Ministério da Saúde e do Dnit, mostram que a desvalorização do serviço público se traduz no sucateamento dos órgãos de forma generalizada e chamou a unidade. “Se juntos estamos sofrendo todo tipo de ataque, imaginem isolados!”, apelou.

Marcos dos Santos, da Procuradoria Regional da Fazenda, falou a importância da autodeterminação da categoria. O servidor, que antes era dos Correios, fez uma caracterização da pluralidade do serviço público. Para ele, por conta de existir tantos órgãos com diferentes funções, é preciso que os trabalhadores participem mais e se organizem na base para fortalecer a atuação do sindicato.

A programação da quinta-feira foi encerrada com a palestra e discussão sobre as opressões, com explanação do Movimento Mulheres em Luta (MML), do Setorial LGBT da CSP-Conlutas e do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe.

Preparação para o congresso da Condsef, plano de lutas e finanças 

Durante o feriado em comemoração à Proclamação da República, 15/11, ocorreu a plenária final do Congresso e a assembleia estatutária com objetivo de alterar o endereço no estatuto da entidade.

No primeiro horário, os delegados discutiram o plano de lutas para 2013, apresentado pelo membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e do Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Públicos Federais, Paulo Barela, e debateram sobre a intervenção do sindicato no Congresso da Condsef.

À tarde, houve o balanço da direção do sindicato, apresentado pelo secretário de imprensa, Helton Ribeiro, e debatido por todos. O dia contou, ainda, com a prestação de contas do ano de 2012, que foi analisada pelo Conselho Fiscal e aprovada pelo mesmo e pela maioria dos delegados.

 

 

Em breve, confira a cobertura completa do 18º Congresso do Sindsef-SP em nosso jornal impresso, disponibilizado também aqui no site!

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