Quilombolas participam de Mesa de debate em comemoração ao 20 de novembro

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As comemorações pelo Dia da Consciência Negra continuam. No dia 22 de novembro ocorreu uma mesa de debate, na Superintendência do Incra/SP,  composta por representantes de quatro comunidades quilombolas do estado de São Paulo, além de dois doutores no assunto.

No dia 25 de novembro será encerrada a mostra fotográfica sobre a realidade das comunidades quilombolas do estado de São Paulo. A exposição foi instalada no andar térreo do prédio do Incra/SP.

O objetivo da atividade foi compreender melhor os trabalhos nos quilombos, a partir de depoimentos vindos da própria comunidade. O resultado não podia ser diferente: um debate rico e emocionante.  “20 de novembro não será só mais um feriado. Será um dia de luta, de lembrar os antepassados e vislumbrar horizontes de libertação da opressão”, assim o evento foi saudado pelo membro da Associação dos servidores do Incra/SP.

A mesa de debate foi formada pelos lideres quilombolas Denildo Rodrigues, do Quilombo Ivaporanduva; Neimar Lourenço, do Quilombo da Caçandoca; Luiz Francisco Melo, Quilombo Porcino Agudos e José Roberto Barbosa, do Quilombo Brotas.  Os acadêmicos que ajudaram a compor a mesa foi o Prof. Dr. Bas`Ilele Malomalo, Sociólogo e Docente da Historia e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Unicastelo e a Prfª. Drª. Maria Celina de Carvalho, Antropóloga atuando principalmente com quilombos – aspecto histórico e relatórios técnico-científicos.

A idéia, da mostra fotográfica e da mesa de debate, surgiu de um grupo de servidores do Incra/SP, que tratam da regularização das comunidades quilombolas. Para concretizá-las contaram com o apoio da Assincra/SP (Associação dos Servidores do Incra em São Paulo) e do Sindsef-SP.

Para Denildo Rodrigues, do Quilombo Ivaporanduva, este quilombo é um caso isolado, pois eles conquistaram o reconhecimento da titularização do Ivaporanduva a partir de uma ordem judicial. Denildo lembra, que em muitos momentos o próprio Estado que deveria defender os direitos destas comunidades é o causador do conflito. Por um lado o Ministério de Minas e Energia lidera a exploração em algumas áreas e por outro lado,  uma parte do governo  de Dilma diz ter uma politica de manter os territórios quilombolas. Ou seja, os dois setores do governo não estão dialogando.

Um desafio que está colocado para todas as comunidades quilombolas é a necessidade de auto afirmar os direitos dos quilombolas, que estes direitos sejam constitucionais.  As experiências relatadas pelos jovens lideres presentes  mostrou que estão buscando o caminho da união com outros setores da sociedade.

Em breve mais notícias sobre esta atividade.

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