Rumo à Greve Geral: 22/3 confirma disposição de trabalhadores para barrar Reforma da Previdência

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Atos públicos e passeatas ocorreram em todo o país ao longo do dia, reunindo milhares de manifestantes. Em São Paulo, a manifestação de encerramento tomou a Avenida Paulista, da rua Brigadeiro até a Consoloção – são mais de dez quadras. Em Fortaleza (CE), a estimativa é que 30 mil foram às ruas.

Mas, particularmente, a mobilização em diversas bases de categorias, envolveu importantes setores como metalúrgicos, petroleiros, condutores, operários da construção civil, trabalhadores do setor químico, bancários, trabalhadores dos Correios, entre outras, na realização de assembleias, atrasos de entrada de turno e panfletagens.

Trabalhadores da educação e servidores públicos, dois setores fortemente afetados pela reforma de Bolsonaro, estiveram entre os principais destaques neste dia de luta, realizando greves e paralisações em vários estados do país, como em SP, RJ, RS, MG, SC, e estados do Nordeste, entre outros.

O repúdio à Reforma da Previdência por entender que essa proposta significa o fim da aposentadoria foi geral nas assembleias e manifestações realizadas. 

No ato unificado nacional das centrais, que aconteceu em São Bernardo do Campo (SP), em que estiveram principalmente os metalúrgicos da Mercedes Benz e da Ford (CUT) numa grande passeata, os trabalhadores também aprovaram Greve Geral como perspectiva da luta para barrar a reforma.

Segundo a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (25), a aprovação à reforma da Previdência caiu mais de 30 pontos na semana passada, de acordo com um índice de sentimento nas redes sociais desenvolvido pela startup Arquimedes, empresa que fornece dados para o mercado financeiro e empresas. 

Para a CSP-Conlutas, esse dia de luta foi um forte passo no acúmulo da mobilização unitária para a preparação de um dia de Greve Geral – um dia em que se pare o setor produtivo, a circulação de mercadorias, bancos e estradas do país.

“A disposição de luta demonstrada na sexta-feira mandou um recado ao governo Bolsonaro. Em várias assembleias, os trabalhadores votaram que o próximo passo é organizar uma Greve Geral para parar o país e barrar essa reforma”, afirma o dirigente da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes.

O dirigente ressalta a força da mobilização da classe trabalhadora.“A mesma classe que derrotou a Reforma da Previdência de Temer, que, inclusive, hoje está na cadeia, é a mesma que vai derrotar a de Bolsonaro. Agora, as Centrais Sindicais vão ter de organizar o próximo passo rumo a uma Greve Geral que derrote essa reforma e impeça o fim da aposentadoria e da Previdência Social”, disse.

A CSP-Conlutas orienta a todas as instâncias estaduais a fortalecerem os fóruns das centrais e os movimentos em luta contra a Reforma da Previdência. Assim devem fazer também todas as nossas entidades e movimentos. A nova reunião nacional das Centrais Sindicais, que será marcada para breve, vai definir os próximos passos de luta dos trabalhadores rumo à Greve Geral.

A nossa Central orienta também a intensificação do trabalho nas bases com uma forte campanha que explique a gravidade dessa reforma na vida dos trabalhadores, que levará à miséria no futuro. Vamos a todos os locais de trabalho, urbanos e do campo, às escolas, universidades, serviços públicos das três esferas, movimentos populares por moradia e por terra, aos que lutam contra as opressões.

Todos e todas seremos afetados. Vamos barrar esta reforma!

 

Assista ao balanço do dia 22 pelo dirigente Atnágoras após o ato de encerramento na Avenida Paulista, em São Paulo.

 

Fonte: www.cspconlutas.org.br



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