Sem-terra exigem agilidade na reforma agrária

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Trabalhadores do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) estão acampados em frente ao Ministério do Planejamento desde as 9h30 desta quinta-feira (19). Eles protestam contra o contingenciamento de recursos para a reforma agrária e pedem agilidade no assentamento dos 170 mil acampados sem terra, em todas as regiões do país.

“Queremos medidas concretas para a reforma agrária, o desenvolvimento dos assentamentos, além de políticas para a educação no campo. O contingenciamento de 70% do orçamento da reforma agrária é uma afronta às milhares de famílias acampadas neste país, algumas há mais de 15 anos, que precisam de terra para produzir alimentos saudáveis, créditos e escolas”, disse Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST.

Segundo o movimento, eles estão no lugar para pedir uma audiência com ministra Miriam Belchior. Os manifestantes também aguardam resposta do governo federal às suas reivindicações. Na terça-feira (17), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, informou aos representantes do movimento que eles receberão resposta na tarde de hoje (19).

As ações fazem parte da chamada “Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária”, promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril. O período, conhecido por Abril Vermelho, relembra o assassinato de 21 sem-terra em Eldorado de Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.

Com informações da Folha de S. Paulo
Foto: Marcello Casal Jr./ABr

 

 

 

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