Servidor na rua. Dilma, a culpa é sua!

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Vigília em São Paulo fortalece mobilização nacional em Brasília

São Paulo não poderia ficar de fora da onda de protestos em todo o Brasil como parte da Campanha Salarial Unificada dos Servidores Públicos Federais e contra a política econômica intransigente do Governo Dilma.

Nesta quarta-feira, 15/08, em sintonia com a nova grande marcha em Brasília, que reuniu mais de 7 mil trabalhadores, aconteceu o Ato Unificado paulista em frente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com a participação de mais de 300 pessoas.

A Rua Francisca Miquelina, no Centro, foi bloqueada para a manifestação, seguida da assembleia dos servidores do Judiciário. Representantes das diversas categorias do serviço público presentes fizeram intervenções ao microfone.

O diretor do Sindsef-SP, Carlos Daniel , fez um paralelo entre o julgamento do mensalão, a política de incentivos às indústrias, o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública por parte do Governo Dilma e sua política de arrocho e congelamento salarial do funcionalismo.  “Mesmo que o Supremo Tribunal Federal venha a absolver José Dirceu e a corriola do PT e dos partidos aliados, eles já estão condenados pelos servidores públicos, porque nós sabemos que não houve dinheiro para nós porque eles pagam os juros da dívida pública, porque eles carregam dólares nas cuecas, porque eles instituíram o Funpresp, que vai contratar nos 2 primeiros anos servidores sem concurso público, não há dinheiro para o reajuste porque eles tratam a coisa pública como o mais vil dos interesses particulares”.

Carlos Daniel falou também a notícia de que ontem, 14, Justiça Federal ordenou parar a construção de Belo Monte. Segundo o servidor do IBAMA, para os trabalhadores da área ambiental, mais importante que construir Belo Monte é o patrimônio genético e a identidade cultural dos povos da Amazônia. E finalizou dizendo que os servidores do Ibama se fizeram presentes na atividade, junto aos do MTE, do INCRA, do DNPM, da ex-LBA, de diversas categorias do serviço público federal, porque a solução está na unidade da classe trabalhadora.

A saudação da CSP-Conlutas veio por parte do servidor do Incra, Helton Ribeiro, que reafirmou o apoio da Central na construção do movimento unificado. “Esse movimento demonstrou que o governo errou ao não apostar na nossa disposição para a luta. O governo tentou nos derrotar pelo cansaço e fracassou, porque a cada golpe que dispersa sobre nós a greve se fortalece, amplia-se, recebe novas adesões”. Destacou, ainda, que a greve nacional é em defesa do serviço público, sobretudo, os serviços prestados ao povo pobre. Enquanto servidor do INCRA em greve, Helton compartilhou um dado chocante. Segundo ele, o primeiro ano do Governo Dilma foi o pior ano para a reforma agrária desde o Governo FHC.

Dilma mente dizendo que não há defasagem nos salários dos servidores, porque, segundo o governo, nos dois mandatos de Lula houve concessões com aumento real. Mas, a diretora do Sintrajud, Inês Castro, esclarece que a Constituição Federal não é cumprida e não é garantido o reajuste anual do salário. Desde 2009 o Judiciário Federal luta pelo PCS (Plano de Cargos e Salários). “Nós do judiciário federal já temos uma perda de 40% desde o último reajuste, e nenhum trabalhador deveria ser submetido a isso. Mas infelizmente, isso não é divulgado na mídia, não é colocado para a população”.

O Sindsef-SP, Sintrajud, Sinsprev, Sinagências, Sinsifesabc, Fenasps e a CSP-Conlutas participaram do Ato, que foi encerrado por volta das 16h. Os servidores do Judiciário continuaram na rua bloqueada reunidos em assembleia para definir o rumo da greve da categoria.

 

Por Lara Tapety 

 

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