Servidores de São Paulo em Dia Nacional de Luta ocuparam a Avenida Paulista

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Aos poucos, servidores de diversas categorias chegaram à Avenida Paulista.  Por volta das 14h de hoje, 09, mais de 400 se reuniram em frente ao Fórum Cível Ministro Pedro Lessa, da Justiça Federal, que se tornou o palco do ato público referente ao Dia Nacional de Luta em São Paulo. 

O protesto reuniu, além das categorias que já estavam mobilizadas, setores que nesta semana aderiram ao movimento paredista nacional do funcionalismo público, como a Polícia Rodoviária Federal. Os grevistas da PRF foram aplaudidos pelos participantes por terem bloqueado ontem a Rodovia Presidente Dutra para pedir a valorização da carreira.

Os agentes da PRF fazem operação padrão em vários estados, realizando bloqueios em rodovias.  Os servidores da Polícia Federal mantêm apenas 30% dos serviços básicos e também realizam operação padrão em aeroportos e portos.

A greve dos servidores públicos federais já ultrapassa dois meses no caso dos docentes das universidades, e um mês, na maioria do Executivo. Ao todo são 26 categorias paradas em 25 estados do Brasil e no Distrito Federal. Porém, o Governo Dilma só agora começa a apresentar sinais de que vai realmente negociar com o setor que está em campanha salarial unificada desde fevereiro. 

De acordo com Filipe Augusto, da CSP-Conlutas, mais de 350 mil servidores, dos cerca de 600 mil em todo o país, estão em greve.  Isto é, a maioria dos funcionários públicos do Brasil aderiu ao movimento. Apesar disso, somente uma proposta insatisfatória, rejeitada em assembleias de norte a sul, foi apresentada pelo governo para uma única categoria.  “O Governo Dilma achava que com sua política repressiva conseguiria calar o movimento, mas os servidores estão nas ruas mostrando o contrário. Aqui está a resposta à política de arrocho salarial do governo”, disse Filipe. 

O servidor do Incra, Felipe Atoline, representando o Sindsef-SP, destacou que o sindicato continua na luta para reduzir as desigualdades dentro do serviço público e pela valorização do trabalhador. Felipe denunciou que o estado brasileiro foi politicamente loteado, dividido entre os corruptos para atender as suas demandas e não as demandas da população. “Lutamos contra a corrupção, contra o assédio moral, contra os desmandos nos serviços público! Lutamos pela valorização não só do nosso salário, mas do nosso trabalho e do serviço prestado à população”, ressaltou.

Cinco segmentos filiados ao Sindsef-SP participaram da manifestação: servidores do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), INCRA (Instituto de Nacional de Colonização e Reforma Agrária),  IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) e aposentados da ex-LBA (Legião Brasileira de Assistência).

Entre as entidades presentes estavam, além do Sindsef-SP e da CSP-Conlutas, a Fenasps, o Sindicato dos Metroviários, Sinal, Apeoesp, Sintrajud, Sindprev, Sintunifesp e Sinsifesabc.

Os manifestantes fizeram uma caminhada do prédio da Justiça Federal até o escritório da Presidência da República em São Paulo, localizado também na Avenida Paulista. Lá o protesto foi encerrado.

 

 

Por Lara Tapety

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Crédito: Lara Tapety

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