Servidores do Incra/SP prometem nova paralisação nesta quinta (03/07)

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A semana começou agitada no Instituto Nacional Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo. Após uma paralisação de 24 horas, realizada nesta segunda-feira, 30/06, os servidores decidiram repetir a dose na próxima quinta, 03 de julho. O objetivo é protestar contra o veto da Presidente Dilma Roussef ao projeto de reestruturação das carreiras do Incra.

Em Nota Pública divulgando os motivos da paralisação os servidores alegam que “a reestruturação de que tratava o texto vetado equiparava as remunerações do INCRA às do IBAMA, corrigindo, em parte, a defasagem salarial acumulada nos últimos 10 anos, já que, em 2004, os dois órgãos possuíam salários equivalentes”.

Com o veto da presidente, outra demanda que fica sem solução é a reposição de mão de obra, pois o projeto previa a criação de cerca de 2 mil cargos no órgão. “Em 1985 quase 10 mil servidores atendiam 67 assentamentos, mas atualmente são 5,7 mil servidores para atender 9 mil assentamentos. A expectativa é que em 2014 o Incra ficará com 3,7 mil servidores, número claramente insuficiente para atender cerca de 10 milhões de pessoas – entre assentados, acampados, quilombolas, ribeirinhos, moradores de Resex e comunidades tradicionais”, denunciam na nota.

A categoria também aprovou uma moção de repúdio ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e ao presidente do Incra, Carlos Guedes, por não terem defendido as justas reivindicações do setor.  

O sucesso da mobilização, que contou com adesão de quase 100% dos trabalhadores, impulsionou a retomada da luta.  Ressaltamos que o INCRA vem acumulando nos últimos anos a execução de novas ações e programas para o meio rural, anunciados com estardalhaço, mas sem a necessária adequação de orçamento, capacitação de pessoal e gestão qualificada. O desmonte do órgão mostra o descaso e a omissão do governo federal em relação à reforma agrária, o que contraria na prática o discurso governamental de inclusão social, desenvolvimento do campo e de segurança alimentar”, finalizam.

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