Servidores do Judiciário acampam na porta do STF por reajuste salarial

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Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União levaram abacaxis para a Comissão Mista de Orçamento, nesta quinta-feira (15), num protesto pela não inclusão, até o momento, de recursos para os projetos salariais da categoria no relatório da Lei Orçamentária de 2012. Boa parte dos manifestantes está acampada em frente ao Supremo Tribunal Federal – onde armaram 38 barracas e quatro toldos na manhã de quarta-feira (14).

Na noite de quarta-feira, o ministro Cezar Peluso recebeu uma comissão de dirigentes da federação nacional (Fenajufe) e disse que ainda acredita que uma solução para o impasse orçamentário possa ser articulada por dentro do Congresso Nacional.

Durante a votação dos relatórios setoriais, os servidores chegaram a agitar palavras de ordem em defesa do PCS e pediram aos parlamentares para que “não transformem o Legislativo num abacaxi”. Os manifestantes continuam entregando a deputados e senadores cópia da decisão liminar do ministro Luiz Fux, do STF, que determina que o Congresso Nacional considere a proposta orçamentária original do Poder Judiciário, que contempla os projetos salariais.

Com acordo entre governo e oposição, a votação dos dez relatórios setoriais do Orçamento, que não abordam questões salariais, foi concluída por volta das 12h desta quinta. Logo em seguida, foi iniciada a apreciação do PPA (Plano Plurianual), relacionado à previsão de arrecadação e despesas da União ao longo de quatro anos.

Os servidores que estão acampados passaram a noite fazendo discussões políticas acerca da luta contra o congelamento salarial e o significado do inédito acampamento na porta do STF. Os trabalhadores fizeram uma assembleia pela manhã, mas deixaram para o final da tarde a decisão sobre quando vão recolher as barracas e iniciar a longa viagem de volta para casa.

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