Servidores do Judiciário e MPU cobram do STF defesa do reajuste da categoria

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Por Hélcio Duarte Filho
Luta Fenajufe Notícias

 

A vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal, na noite de quarta-feira (10), levou um recado da categoria ao ministro Cesar Peluzo: os servidores vão continuar mobilizados e não estão contemplados apenas com as decisões dos tribunais de incluir o PCS-4 na previsão orçamentáriatambém querem que o STF banque de fato estas decisões e exija que o governo respeite a autonomia entre os poderes prevista na Constituição Federal.

Daqui a duas semanas, no dia 24 de agosto, nova manifestação em Brasília levará outro recado, desta vez à presidenta Dilma Rousseff: os trabalhadores de diversos setores públicos e privados vão dizer governo que não são responsáveis pela crise econômica, que se agrava na Europa e nos Estados Unidos, e que não aceitam pagar a conta da farra financeira promovida por bancos e outros especuladores sob a proteção e o incentivo dos sucessivos governos.

Ocorrida na semana que precede a data limite para envio pelos tribunais das propostas orçamentárias ao Ministério do Planejamento, a vigília no Supremo contou com representações do Judiciário Federal e do MPU de pelo menos 14 estados e reuniu algumas dezenas de servidores. Agora, os sindicatos devem se voltar para organizar a participação da categoria na jornada unificada de protestos prevista para começar no dia 17, nos estados, e se encerrar no dia 24 de agosto, com uma grande manifestação em Brasília.

Na avaliação do servidor Pedro Aparecido, dirigente da federação nacional (Fenajufe) e do sindicato de Mato Grosso (Sindijufe-MT), a vigília cumpriu um papel importante nesta fase da luta, mantendo acesa a defesa da autonomia às vésperas de período decisivo no embate com relação à definição do orçamento.

Mas ele acredita que será necessário multiplicar os esforços e a participação nas próximas atividades para levar adiante esta luta. Para o servidor, que lamentou a presença tímida do sindicato de Brasília (Sindjus-DF) no ato, as entidades sindicais terão que se empenhar mais para que a pressão surta o efeito desejado.

 

 

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