SINDSEF-SP se solidariza aos trabalhadores da GM de São José dos Campos ameaçados de demissão

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A iminência da demissão de aproximadamente 1.500 trabalhadores da General Motors em São José dos Campos é preocupante. Além do verdadeiro drama vivenciado pelos metalúrgicos, estima-se que outros 15 mil postos de trabalho da cidade também podem ser perdidos como consequência do fechamento do setor do MVA na fábrica da cidade.

 No contexto da crise econômica, a montadora multinacional de veículos está aplicando uma reestruturação produtiva em todo o mundo. Aconteceram demissões nos Estados Unidos e mais recentemente na Europa. No Brasil, desde o ano passado já foram eliminados cerca de 2.200 postos de trabalho, apesar do aumento das vendas e dos recordes de faturamento e lucro nas unidades.

Há ainda o agravante de esses ataques acontecerem mesmo depois de o governo Dilma ter beneficiado as indústrias com bilhões de reais do dinheiro público, repassados em forma de isenção fiscal. A GM foi uma das empresas que lucrou fartamente com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, concedida desde maio do ano passado e, no entanto, quer lucrar ainda mais custe o que custar.

A fábrica de São José dos Campos, que existe há mais de 50 anos, foi a mais atingida pela reestruturação. Com cerca de 7.700 funcionários, é responsável por 35% do faturamento da GM em nosso país.

O Sindsef-SP não admite que a população pague a conta daqueles que nada querem perder com a crise provocada por eles mesmos ao mesmo tempo em que se fartam com o dinheiro público e exploram os trabalhadores. Por isso, assinou uma moção em solidariedade aos trabalhadores da GM de São José dos Campos.

O sindicato clama a unidade de ação dos servidores públicos federais com o conjunto dos trabalhadores e a juventude para seguir firme na luta em defesa de seus direitos e conquistas.

 

Moção assinada pelo Sindsef-SP em solidariedade aos trabalhadores da planta da GM de São José dos Campos ameaçados de demissão

 

Tomamos conhecimento de que a General Motors insiste em demitir no próximo dia 26 de janeiro cerca de 1.500 trabalhadores da planta localizada na cidade de São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo, Brasil.

Não vemos qualquer justificativa plausível para que a empresa promova essa demissão em massa. É de conhecimento público que a GM do Brasil continua batendo recordes de vendas e, a exemplo de outras montadoras de veículos instaladas no país, tem sido beneficiada amplamente com vastos incentivos fiscais por parte do governo Dilma.

Se concretizadas, essas demissões significarão uma verdadeira tragédia social para a cidade eliminando a força de trabalho de operários de alta qualificação técnica e destruindo a única fonte de sustento de milhares de pais e mães de família.

Além disso, existem dezenas de empresas que alimentam o setor automotivo e que dependem diretamente da GM para continuar em atividade. Estudos comprovam que uma demissão na montadora pode resultar na perda de mais 7 postos de trabalho (diretos e indiretos) no restante da cadeia produtiva.

Por tudo isso, viemos através desta manifestar nossa total solidariedade à luta dos trabalhadores da GM e apelar junto à empresa para que suspenda as 1.500 demissões. É necessário que se considere as propostas apresentadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região no sentido de garantir a manutenção dos referidos postos de trabalho.

Também nos dirigimos ao governo brasileiro, ao governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São José dos Campos, para que intervenham junto à GM no sentido de impedir que essas demissões venham a ocorrer. É preciso que se exija da empresa responsabilidade social frente à cidade e o país.

 

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