SPFs – É hora de intensificar as lutas contra a proposta rebaixada do governo

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Nesta quinta-feira (25), mesmo dia em que milhares de servidores mostraram com muita mobilização nas ruas e intensificando as greves, que não aceitarão pagar a conta da crise, o governo chamou para reunião de negociação. No entanto, a proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), de reajuste salarial de 21,3% parcelado em quatro anos, não agradou a categoria, pois não repõe as perdas acumuladas, e sequer foram tratados na negociação os demais itens da pauta.    

Pela proposta, a primeira parcela será de 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019, sempre em janeiro. Esse reajuste não repõe sequer a inflação deste ano, a qual deverá ficar em 9%. Além disso, não seria linear – assim como em 2012, e os índices seriam aplicados sobre o montante da folha de pagamento de cada setor. A categoria reivindica política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias, entre outras demandas.  

A inflação de 2015, que ‘consome’ quase a metade do índice previsto, é ignorada nas contas oficiais. Para o dirigente da CSP-Conlutas, Saulo Arcangeli, que participou da reunião como representante da Central,  o governo segue com a linha dos acordos plurianuais (quatro anos) e diz estar trabalhando com um percentual sobre o Produto Interno Bruno (4,13%) . “Alegam que precisam se planejar e querem fazer isso penalizando mais uma vez os servidores”, salientou.  

O governo deu como um das justificativas para essa proposta de reajuste a crise que passa o Brasil e o ajuste fiscal. Em contrapartida, esqueceu-se de citar as desonerações em folha de pagamentos dada às empresas, além de incentivos fiscais. O governo já deixou de arrecadar R$ 47,1 bilhões entre janeiro e maio deste ano, devido às desonerações, com a desculpa de “estimular o crescimento da economia”.  

Na verdade, essa “economia” serve apenas para encher os bolsos dos bancos e dos empresários, enquanto os trabalhadores amargam dívidas, desemprego e às péssimas condições e precariedade dos serviços públicos.   Esse desmonte do serviço público é causado, entre outros motivos, pelo não investimento do governo no setor, montante este revertido para pagar juros da dívida pública que consome 47% do orçamento, dinheiro que poderia ser aplicado em Saúde, Educação, Moradia.  

Reunião ampliada do fórum no dia 28 e fortalecimento da greve  

A contraproposta do governo deverá ser debatida nas bases das entidades e na Reunião Ampliada do Fórum que ocorrerá neste domingo (28), em Brasília, que contará com a presença de várias entidades dos servidores públicos federais e da CSP-Conlutas.  

O momento agora é de dar uma resposta ao governo nas ruas e ampliar a greve que já é forte nas bases do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-adminstrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) e Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União).   A Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social) inicia a greve no dia 7 de julho, data da marcha da educação à Brasília organizada pelo Andes-SN, Fasubra e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), que também já indicou início da greve para o dia 13 de julho, mas que já conta com seis seções em greve.  

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) também antecipou sua plenária para o dia 4 de julho, onde discutirá a greve na categoria, e a ASSIBGE (Associação dos Servidores Do IBGE) tem indicativo de greve para o dia 18 de julho. Demais categorias também se mobilizam, inclusive com paralisações parciais (como é o caso dos servidores do Banco Central (Sinal) e SINAIT (Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho) pelo país afora e a reação à postura do governo em relação à pauta de reivindicações deve crescer ainda mais.  

Vamos à Greve Geral!  

Os servidores públicos mostram sua disposição de luta e como parte dessas diversas ações também na quinta-feira foram às ruas e atenderam ao chamado do Fórum das Entidades dos Servidores Públicos Federais para o Dia Nacional de Lutas do funcionalismo.   A categoria mostrou sua força em lutar por aumento salarial e contra o desmonte dos serviços públicos, agravados com os cortes no orçamento e reajuste fiscal do governo Dilma, reafirmando que não aceitarão propostas rebaixadas do governo.  

“A única resposta que os servidores públicos podem dar é construir  a greve geral no país. Demos uma mostra neste Dia Nacional de Lutas de nossa garra e vontade em virar esse jogo. Servidores públicos federais do todo país, já passou da hora de paramos o Brasil e mostrarmos para o governo nossa força”, convoca Saulo.  

A próxima reunião com o MPOG foi marcada o dia 7 de julho e até lá as entidades avaliarão em suas bases a proposta de reajuste.

Fonte: www.csp-conlutas.org.br


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