Trabalhadores europeus fazem greve geral

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Trabalhadores da Europa transformaram o dia 14 de novembro, em uma data histórica.  Marcada por greves gerais e protestos, que paralisaram principalmente Espanha, Grécia e Portugal, onde cresce a cada dia a indignação popular contra o corte de direitos, o desemprego e o fim do chamado ‘estado de bem estar’.

Bélgica, França e Itália, entre outros, também atenderam ao chamado e ocuparam as ruas contra as medidas de austeridades, que penalizam os trabalhadores para garantir o lucro dos mega empresários e banqueiros.

“esta greve é um sinal de grande indignação e uma advertência às autoridades europeias”, afirmou Armenio Carlos, secretário-geral do CGTP, o principal sindicato português.

Já na Espanha, ainda de madrugada – coincidindo com as trocas de turnos das empresas – piquetes informativos se instalaram nas portas das estações de trem, mercados, fábricas ou lojas de cidades como Madri ou Barcelona com bandeiras vermelhas com os símbolos dos sindicatos espanhóis UGT e CCOO.

Na capital, os manifestantes carregavam grandes cartazes com o slogan do dia: “Nos deixam sem futuro, há culpados, há soluções”, fazendo referência ao desemprego que atinge um quarto da população economicamente ativa do país. Duas pessoas foram detidas após confrontos entre manifestantes e policiais, depois que as forças de segurança tentaram dispersar manifestantes que bloqueavam a “Gran Vía”, uma das avenidas centrais de Madri.

De acordo com o ministério do Interior espanhol, foram registrados “incidentes isolados” desde a manhã desta quarta-feira em várias cidades, com um saldo de 34 feridos, incluindo 18 policiais, e 62 pessoas foram detidas.

Desde a última greve geral, em 29 de março, as manifestações se sucedem contra as políticas de austeridade implementadas pelo governo, que prevêem € 150 bilhões de economia até 2014 e que afetam duramente os mais vulneráveis.

Transporte parado em Portugal
Portugal também está em ponto morto nesta quarta-feira, com trens e metrôs fora de funcionamento e muitos aviões parados nos aeroportos, em uma mobilização convocada pelo CGTP para protestar contra as medidas de austeridade do governo de centro-direita.

“Fora a troica”, diziam os cartazes espalhados por Lisboa exigindo a saída dos credores de Portugal, que avaliam atualmente as medidas de austeridade colocadas em andamento pelo governo em troca de uma ajuda internacional de € 78 bilhões, concedida ao país em maio de 2011.

Na Itália e em Roma, os protestos também foram intensos. “Somos a Europa que se rebela, não devemos nada a ninguém”, dizia um cartaz gigante em um protesto de estudantes universitários no centro histórico da capital italiana, praticamente bloqueada por quatro marchas diferentes.

No Brasil, a CSP-Conlutas e demais centrais sindicais realizaram um ato público em São Paulo, na frente do Consulado Espanhol, em solidariedade a luta dos trabalhadores europeus.

 

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