Por uma sociedade sem manicômios!

A luta contra a lógica manicomial no tratamento em adoecimento mental, tem relação direta com a luta contra o machismo e o capitalismo.
No Brasil, milhares de mulheres perderam sua liberdade por irem de encontro ao que a sociedade impunha enquanto comportamento feminino.
Prostitutas, questionadoras, usuárias de alguma substância, filhas que transaram antes do casamento, empregadas que engravidaram do patrão, esposas que impediam os maridos de viverem com as amantes, enfim, qualquer motivo do interesse masculino era justificativa para colocar as mulheres em manicômios.
Enquanto que, as pessoas realmente em sofrimento psíquico, não recebiam qualquer tratamento sério e apenas eram amontoados em depósitos de pessoas.
Ambas as violências partem da mesma raiz: a lógica capitalista de opressão, capacitismo e exploração. Não á toa, vivemos uma era cuja maior epidemia são os transtornos mentais como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, fruto da completa falta de perspectiva com o futuro, precariedade das relações sociais e sobrecarga de trabalho para a maioria da população.
E, como resposta a isso, os setores conservadores e mercenários da saúde, apontam.cono saída a volta das grandes instituições de longa permanência, porque é mais fácil responsabilizar individualmente as pessoas e ganhar dinheiro com esse sofrimento, do que enfrentar as desigualdades sociais que impulsionam tanto adoecimento.
Por isso, a nossa luta é pelo direito das mulheres decidirem seus passos, pelo direito ao tratamento mental em liberdade e pela construção de uma sociedade em que o nosso sofrimento não seja benefício para alguns!





